Versículo em destaque
1 Samuel 13:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. "
1 Samuel 13:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava angustiado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas.
7 E alguns dos hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em Gilgal, todo o povo ia atrás dele tremendo.
8 E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele.
9 Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.
10 E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar.
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Aqui está o pecado de Saul em oferecer o sacrifício antes de Samuel chegar. Quando Samuel o ungiu, havia lhe ordenado que esperasse por ele sete dias em Gilgal e prometera vir ao fim desse tempo. Lá, Samuel ofereceria os sacrifícios e diria a Saul o que ele deveria fazer. Saul parece ter conhecido bem essa ordem, porque depois apresentou desculpas por não ter esperado (1 Samuel 13:11).
Saul de fato esperou até o sétimo dia, mas não esperou até o final completo desse dia. Talvez tenha começado a pensar que Samuel havia falhado em sua palavra, ou que estava sendo descuidado com a nação e desrespeitoso para com o rei. De qualquer forma, Saul tomou a situação em suas próprias mãos. Ofereceu ele mesmo o sacrifício, embora não fosse nem sacerdote nem profeta, como se o fato de ser rei lhe desse direito de fazer qualquer coisa. O rei Uzias, que agiu assim, foi castigado por isso (2 Crônicas 26:16). Saul também decidiu enfrentar os filisteus sem a orientação de Samuel, embora Samuel tivesse prometido dizer-lhe o que fazer.
O pecado de Saul foi agravado por vários fatores. Não parece que ele tenha mandado ninguém perguntar a Samuel o que fazer, embora tivesse homens capazes de levar uma mensagem rapidamente. Quando Samuel chegou, Saul parecia mais ansioso em se justificar do que em se arrepender. Saiu ao encontro de Samuel como se fossem parceiros naquele sacrifício e agiu como se não precisasse mais de Samuel. A palavra usada pode até indicar que ele saiu para abençoar Samuel, como se tivesse se tornado sacerdote e pudesse abençoar outros, quando na verdade ele é que deveria ter ido receber a bênção de Samuel.
Ele ainda culpou Samuel pelo atraso. Saul disse: “Tu não vies-te dentro dos dias aprazados” (1 Samuel 13:11). Assim, lançou a culpa sobre o servo de Deus, embora Samuel tivesse vindo de acordo com a palavra dada, antes de os sete dias terminarem por completo. Mais tarde, outros fazem o mesmo quando afirmam que a promessa da vinda de Cristo falhou porque ele não vem no tempo que eles desejam, quando, na verdade, ele virá certamente no tempo determinado.
Quando foi confrontado, Saul não se arrependeu. Tentou arranjar desculpas para o seu pecado. Não era algo pequeno, porque a verdadeira ruína de uma pessoa não está apenas em pecar, mas em pecar sem arrependimento, cair e recusar-se a levantar-se. Saul deu duas justificativas para o que fez. Primeiro, chamou aquilo de sabedoria. Disse que o povo se espalhava, e que ele precisava fazer algo para evitar que o restante também fosse embora. Segundo, fez sua ação parecer devoção. Alegou que estava tentando orar e sacrificar antes da batalha, para que os filisteus não o atacassem antes que buscasse o socorro do Senhor. Dessa forma, cobriu a desobediência com uma aparência de religião. Os hipócritas costumam dar grande destaque aos atos religiosos exteriores, enquanto negligenciam os mandamentos mais importantes da lei de Deus.
Saul chegou até a admitir que agiu contra a própria consciência. Ele disse: “Forcei-me, e ofereci holocausto” (1 Samuel 13:12). Talvez quisesse com isso se vangloriar, como se tivesse conseguido superar seus escrúpulos, ou pelo menos enfraquecer a gravidade de sua culpa. Mas foi insensato imaginar que Deus se agradaria de sacrifícios oferecidos contra sua lei geral e contra aquela ordem específica.
Então Samuel pronunciou o juízo sobre Saul. Ao encontrá-lo junto ao holocausto, não trouxe boas notícias, mas uma palavra pesada da parte de Deus. O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, especialmente quando vem de um coração rebelde. Samuel mostrou a Saul a gravidade de seu pecado e lhe disse claramente: “Procedeste nesciamente; não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou” (1 Samuel 13:13). Quem desobedece aos mandamentos de Deus age de forma insensata contra a própria vida. O pecado é loucura, e os pecadores são os maiores insensatos.
Em seguida, Samuel anunciou a sentença: o reino de Saul não permaneceria para ele nem para sua casa. Deus já havia escolhido outro homem, segundo o seu coração, diferente de Saul, que preferia fazer a sua própria vontade. A sentença ainda era, de certo modo, aberta o bastante para que o arrependimento pudesse mudar o desfecho. Mas, depois do outro ato de desobediência de Saul, ela se tornou definitiva (1 Samuel 15:29). Teria sido muito melhor para Saul ter permanecido desconhecido, cuidando das jumentas de seu pai, do que ser exaltado e logo depois ser derrubado.
Esse juízo não foi injusto, embora Saul aparentemente tivesse cometido apenas um erro “pequeno” e tivesse muitas desculpas. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e não faz injustiça a ninguém. Ele é declarado justo quando fala e puro quando julga. Isso ensina várias lições. Nenhum pecado é realmente pequeno, porque não existe um Deus pequeno contra quem se peca. Qualquer mandamento claro de Deus, mesmo em algo aparentemente mínimo, deve ser obedecido, como nos mostram Adão e Eva. Devemos também vigiar nosso próprio coração, porque o que parece pequeno às pessoas pode ser grave diante de Deus, que vê o motivo e o espírito por trás do ato. E, ao rejeitar Saul por aquilo que parecia um pecado menor, Deus faz brilhar ainda mais a sua misericórdia quando perdoa grandes pecadores como Davi, Manassés e outros. Aprendemos também o quanto é necessário esperar pacientemente em Deus. Saul perdeu o seu reino porque não conseguiu esperar duas ou três horas a mais.
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Deste capítulo
1 Samuel 13:1
"Saul reinou um ano; e no segundo ano do seu reinado sobre Israel,"
1 Samuel 13:2
"Saul escolheu para si três mil homens de Israel; e estavam com Saul dois mil em Micmás e na montanha de Betel, e mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim; e o resto do povo despediu, cada um para sua casa."
1 Samuel 13:3
"E Jônatas feriu a guarnição dos filisteus, que estava em Gibeá, o que os filisteus ouviram; pelo que Saul tocou a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam os hebreus."
1 Samuel 13:4
"Então todo o Israel ouviu dizer: Saul feriu a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez abominável aos filisteus. Então o povo foi convocado para junto de Saul em Gilgal."
1 Samuel 13:5
"E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel, trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à beira do mar; e subiram, e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven."
1 Samuel 13:6
"Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava angustiado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas."
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