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1 Reis 4:20 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, como a areia que está junto ao mar em multidão, comendo, e bebendo, e alegrando-se. "

1 Reis 4:20

menu_book Versículo no contexto

18 Simei, filho de Elá, em Benjamim:

19 Geber, filho de Uri, na terra de Gileade, a terra de Siom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã; e só uma guarnição havia naquela terra.

20 Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, como a areia que está junto ao mar em multidão, comendo, e bebendo, e alegrando-se.

21 E dominava Salomão sobre todos os reinos desde o rio até à terra dos filisteus, e até ao termo do Egito; os quais traziam presentes, e serviram a Salomão todos os dias da sua vida.

22 Era, pois, o provimento de Salomão cada dia, trinta coros de flor de farinha, e sessenta coros de farinha;

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auto_stories Comentário Bible Guided

Nunca houve reino e corte como os de Salomão, conforme são descritos aqui. O trono de Israel nunca brilhou tanto como quando ele o ocupou; nem nos dias de Davi, nem em nenhum rei posterior. Naquele tempo, o reino se tornou um retrato marcante do reino do Messias, e o relato se harmoniza com as promessas do Salmo 72, um salmo que fala de Salomão, mas que também aponta para Cristo.

A extensão da terra sob seu domínio era grande, e muitas nações lhe eram sujeitas. Isso corresponde à profecia de que ele dominaria “de um mar até outro” (Salmo 72:8-11). Salomão governava não apenas todo o Israel, que o seguia de boa vontade, mas também reinos vizinhos, que estavam sujeitos a ele pela força. Todos os príncipes desde o Eufrates, ao nordeste, até a fronteira do Egito, ao sudoeste, o honravam, traziam presentes e aumentavam sua riqueza (1 Reis 4:21). Davi, por meio de guerras, tinha submetido esses povos; Salomão, por meio de grande sabedoria, tornou esse jugo aceitável e até razoável, pois é justo que o insensato sirva ao sábio.

Se eles lhe traziam presentes, ele lhes dava instrução, continuando a ensinar conhecimento ao povo, não apenas ao seu próprio povo, mas também a homens de outras nações. A sabedoria vale mais do que o ouro. Ele tinha paz em todas as fronteiras (1 Reis 4:24). Nenhuma das nações sob seu domínio tentou livrar-se do seu jugo ou perturbá-lo; ao contrário, pareciam contentes em viver debaixo de sua proteção. Nisso, seu reino apontava para o reino do Messias, pois Deus prometeu que o Messias receberia as nações por herança e que príncipes se levantariam para honrá-lo (Isaías 49:6-7; Isaías 53:12).

Seus súditos eram numerosos, e viviam com alegria. Judá e Israel eram muitíssimos, e a boa terra bastava para sustentá-los (1 Reis 4:20). Eram “como a areia que está junto ao mar em multidão”. Aqui se vê cumprida a promessa feita a Abraão quanto à multidão de seus descendentes (Gênesis 22:17), juntamente com a promessa sobre a terra e seus limites (Gênesis 15:18). Seu grande número era a sua força e glória, honra para o rei, temor para os inimigos e ajuda para a riqueza da nação. Se algum lugar ficasse superpovoado, havia terras sob o domínio de Salomão para onde o povo podia se espalhar.

Eles também viviam em segurança, com confiança e paz (1 Reis 4:25). Não desconfiavam do rei nem de seus oficiais. Não estavam divididos entre si, nem temiam perigo de inimigos, de fora ou de dentro. Eram felizes e tinham consciência disso. Cada um se assentava debaixo de sua videira e de sua figueira. Salomão não tomou os bens do povo, como alguns reis costumavam fazer, exatamente como Samuel havia advertido que aconteceria (1 Samuel 8:14); em vez disso, ele protegia cada um no uso e gozo daquilo que era seu. Quem tinha videira e figueira desfrutava de seus frutos, e a paz era tão grande que se podia viver sob essas árvores com tanta segurança quanto atrás dos muros de uma cidade. Como as videiras muitas vezes eram plantadas ao lado das casas (Salmo 128:3), a expressão também descreve uma vida doméstica tranquila.

Eles usavam com alegria o que possuíam: comiam, bebiam e se alegravam (1 Reis 4:20). Salomão não se limitou a manter uma mesa farta para si mesmo; ele também fez com que seu povo, cada um segundo sua condição, pudesse gozar de abundância. Ensinava-lhes que Deus lhes dava em grande quantidade para que usassem de modo bom e moderado, não para acumular sem fim. Para a pessoa, nada é melhor do que comer do fruto do seu trabalho e desfrutá-lo com o coração alegre (Eclesiastes 2:24; Eclesiastes 9:7). Davi tinha conduzido o povo às alegrias da comunhão com Deus nos Salmos, e agora Salomão os conduzia ao uso agradecido dos bons dons de Deus nesta vida.

Essa vida pacífica e agradável se estendia de Dã até Berseba, sem que nenhuma parte do território ficasse exposta ou seriamente perturbada. Durou muito tempo, por todos os dias de Salomão, sem grandes interrupções. Por onde se andasse, viam-se sinais de fartura, paz e contentamento. Isso também figurava a paz espiritual, a alegria e a santa segurança de todos os verdadeiros crentes debaixo do Senhor Jesus. O reino de Deus não é, como o de Salomão, comida e bebida, mas algo muito melhor: justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Além disso, Salomão mantinha uma corte quase sem paralelo. Podemos medir o grande número de seus servos, e o fluxo constante de pessoas à sua casa, pela quantidade de comida preparada diariamente para a sua mesa. A farinha e a farinha fina bastavam para alimentar milhares de homens, e a carne estava em proporção semelhante (1 Reis 4:22-23). Havia grandes quantidades de carne de bois, ovelhas, caça e o melhor gado cevado.

Assuero, rei da Pérsia, certa vez fez um grande banquete para exibir a riqueza de seu reino (Ester 1:3-4). Porém, foi maior honra para Salomão manter uma mesa farta continuamente, não com luxo refinado ou iguarias nocivas, contra as quais ele mesmo advertiu (Provérbios 23:3), mas com alimento substancioso para os que vinham ouvir sua sabedoria. Nisso, Cristo excedeu em muito a Salomão, pois alimentou os que ensinava, cinco mil de uma só vez, mais do que a mesa de Salomão poderia comportar de uma vez. E todos os crentes encontram em Cristo um banquete contínuo. Ele supera Salomão ainda mais porque alimenta todo o seu povo, não com comida perecível, mas com o pão que dá vida eterna.

O reino de Salomão era fortalecido e tornado mais impressionante por seus muitos cavalos: quarenta mil cocheiras para cavalos de carros e doze mil para cavalos de montaria e tropas, com cerca de mil cavaleiros em cada tribo para manter a paz (1 Reis 4:26). Deus havia advertido que o rei não deveria multiplicar cavalos (Deuteronômio 17:16). E, considerando o tamanho e a riqueza do reino de Salomão, ele não parece ter multiplicado além do que potências vizinhas possuíam. Os filisteus chegaram a pôr em campo trinta mil carros (1 Samuel 13:5), e os sírios tinham ao menos quarenta mil cavaleiros (2 Samuel 10:18). Os mesmos oficiais que cuidavam de sua casa também davam provisão para seus estábulos (1 Reis 4:27-28). Cada um sabia seu lugar, sua tarefa e seu tempo, de modo que essa grande corte funcionava sem confusão. Salomão, que tinha rendas muito grandes, também vivia com grandes despesas, e talvez tivesse a si mesmo em mente quando escreveu que o homem deve ter cuidado com o modo como usa sua riqueza (Eclesiastes 5:11).

Quando as riquezas aumentam, cresce também o número dos que delas vivem. Assim, que proveito real tem o dono, além de contemplá-las com os olhos, se não tiver, juntamente com isso, a alegria de usá-las para fazer o bem?

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