Versículo em destaque
1 Reis 13:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E morava em Betel um velho profeta; e vieram seus filhos, e contaram-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel, e as palavras que dissera ao rei; e as contaram a seu pai. "
1 Reis 13:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 Porque assim me ordenou o Senhor pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde vieste.
10 Assim foi por outro caminho; e não voltou pelo caminho, por onde viera a Betel.
11 E morava em Betel um velho profeta; e vieram seus filhos, e contaram-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel, e as palavras que dissera ao rei; e as contaram a seu pai.
12 E disse-lhes seu pai: Por que caminho se foi? E seus filhos lhe mostraram o caminho por onde fora o homem de Deus que viera de Judá.
13 Então disse a seus filhos: Albardai-me um jumento. E albardaram-lhe o jumento no qual ele montou.
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O homem de Deus tinha recusado firmemente o convite do rei, mesmo depois da promessa de recompensa. Mas foi persuadido a voltar com o velho profeta e comeu em Betel, contra a ordem de Deus. Aqui vemos o quanto aquela refeição lhe custou caro.
Chama atenção, com espanto, a maldade do velho profeta. Não posso deixar de chamá-lo de falso profeta e homem mau. É bem mais fácil crer que alguém de caráter tão corrompido tenha sido depois obrigado a reconhecer a verdade anunciada pelo homem de Deus (1 Reis 13:32), do que imaginar que um verdadeiro profeta, um homem bom, fosse capaz de inventar uma mentira tão deliberada e ainda atribuí-la a Deus. Uma árvore boa não pode produzir um fruto tão podre.
Talvez ele tivesse, em algum tempo, sido instruído entre os filhos dos profetas, em alguma das escolas de Samuel, que ficavam ali por perto. Pode ter conservado o título de profeta, mas, à medida que se tornou mundano e negligente, o Espírito de profecia se retirou dele. Se fosse de fato um bom profeta, teria repreendido a idolatria de Jeroboão. Não teria permitido que seus filhos frequentassem os altares de Jeroboão, como parece que fizeram.
Não é certo se ele tinha algum bom propósito ao trazer o homem de Deus de volta. Podemos até supor que fosse por bondade, pensando que o homem precisava de alimento e querendo ouvir mais claramente a sua mensagem do que o relato feito pelos filhos. No entanto, os filhos lhe contaram tudo, inclusive que aquele profeta havia sido proibido de comer e beber ali, e que ele declarara isso abertamente a Jeroboão. Por isso, é mais provável que se tratasse de um plano mau, com o objetivo de enredá-lo e expô-lo. Falsos profetas sempre foram os piores inimigos dos verdadeiros profetas. Muitas vezes tentam destruí-los; outras vezes, como aqui, procuram corrompê-los e afastá-los do seu dever.
Mas é certo que o meio que ele usou para trazê-lo de volta foi péssimo. Quando o homem de Deus disse: “Não posso, e por isso não voltarei contigo para comer pão” (1 Reis 13:16, 17), o velho profeta, de maneira perversa, afirmou ter recebido uma mensagem do céu. Usou seu antigo título de profeta para enganá-lo: “Eu também sou profeta, como tu.” Alegou ainda que um anjo lhe aparecera e o enviara com essa ordem. Era tudo mentira. Era zombaria da profecia e profunda irreverência. Quando esse velho profeta é mencionado mais tarde (2 Reis 23:18), é chamado de profeta que veio de Samaria, embora Samaria só tenha sido construída muito tempo depois (1 Reis 16:24). Parece ser assim chamado por ser semelhante aos profetas de Samaria dos tempos posteriores, que fizeram Israel se desviar (Jeremias 23:13).
Em seguida vemos a fraqueza do bom profeta, porque se deixou enganar. Voltou com o velho profeta (1 Reis 13:19). Aquele que fora forte o bastante para recusar o convite de um rei, mesmo com promessa de recompensa, não resistiu à pressão de alguém que falava em nome de Deus e dizia ser profeta. O povo de Deus está muitas vezes em maior perigo diante de pretensões suaves de santidade e autoridade divina do que diante de tentações abertas. Por isso é necessário vigiar contra os falsos profetas e não crer em todo espírito.
Então aparece a obra da justiça divina, e aqui é natural se espantar ao ver que o profeta ímpio, que inventou a mentira e causou todo o problema, parecia ficar sem castigo, enquanto o homem de Deus, piedoso mas levado ao pecado, foi de repente e severamente punido. Como entender isso? Os juízos de Deus são profundos demais para serem medidos. Tanto o enganador como o enganado pertencem a ele, e ele não precisa prestar contas de seus atos. Com certeza haverá um juízo final, em que essas coisas serão revistas, e em que aqueles que mais pecaram e menos sofreram nesta vida receberão o que suas obras merecem.
A mensagem dada ao homem de Deus foi impressionante. Seu pecado é declarado claramente em (1 Reis 13:21, 22). Em uma palavra, foi desobediência a uma ordem clara. O juízo também foi simples e direto: “O teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.” Em outras palavras: “Você não chegará vivo à sua casa. Morrerá em breve, e o seu corpo não será levado ao túmulo de seus antepassados.”
Mais impressionante ainda é que o próprio velho profeta tenha sido o mensageiro desse anúncio. Só podemos explicar isso dizendo que Deus assim escolheu. Em outros momentos, Deus falou pela boca da jumenta de Balaão, e anunciou a sentença de Saul por meio da aparição de Samuel, ainda que isso tenha sido realizado pela ação do diabo. Podemos pensar que Deus quis, primeiro, chocar o profeta mentiroso e fazê-lo sentir o peso do seu pecado. A mensagem o atingiu ainda mais porque ele mesmo teve de pronunciá-la, e o abalou tanto que ele clamou com angústia (1 Reis 13:21). Ele tinha motivo para pensar: se um homem pode morrer por desobedecer em algo aparentemente pequeno, quanto mais grave castigo eu mereço, que menti a respeito de um anjo de Deus e enganei um homem de Deus com uma história inventada. Se assim se faz com a árvore verde, o que será da seca? Talvez isso lhe tenha feito bem. Quem anuncia aos outros a ira de Deus mostra ter o coração muito endurecido se não a teme para si mesmo.
Em segundo lugar, Deus pode ter feito isso para aumentar a vergonha do profeta enganado e mostrar o que espera aqueles que dão ouvidos ao grande enganador. Os que se rendem a ele como tentador acabarão temendo-o como atormentador. Aquele que agora lisonjeia, depois ataca. Aquele que leva ao pecado, depois buscará conduzir ao desespero.
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Deste capítulo
1 Reis 13:1
"E eis que, por ordem do SENHOR, veio, de Judá a Betel, um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso."
1 Reis 13:2
"E ele clamou contra o altar por ordem do Senhor, e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti."
1 Reis 13:3
"E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza, que nele está, se derramará."
1 Reis 13:4
"Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus, que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a sua mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! Mas a sua mão, que estendera contra ele, se secou, e não podia tornar a trazê-la a si."
1 Reis 13:5
"E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara por ordem do Senhor."
1 Reis 13:6
"Então respondeu o rei, e disse ao homem de Deus: Suplica ao Senhor teu Deus, e roga por mim, para que se me restitua a minha mão. Então o homem de Deus suplicou ao Senhor, e a mão do rei se lhe restituiu, e ficou como dantes."
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