Versículo em destaque

1 João 4:14 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. "

1 João 4:14

menu_book Versículo no contexto

12 Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.

13 Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.

14 E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.

15 Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.

16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Como a fé em Cristo produz amor por Deus, e o amor por Deus necessariamente desperta amor pelos irmãos na fé, o apóstolo agora confirma a grande verdade da fé cristã como base desse amor.

Ele começa declarando a verdade central da religião cristã, uma verdade que mostra o amor de Deus com grande clareza: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1 João 4:14). Aqui aprendemos, em primeiro lugar, a relação de Jesus com Deus. Ele é o Filho do Pai, um Filho como nenhum outro, verdadeiramente um com o Pai como Deus. Em segundo lugar, aprendemos o seu papel em relação a nós: ele é o Salvador do mundo. Ele nos salva por sua morte, por seu exemplo, por sua intercessão, por seu Espírito e por seu poder contra tudo o que se opõe à nossa salvação.

Em terceiro lugar, vemos a base de sua vinda: o Pai enviou o Filho. Isso significa que o Pai planejou e determinou a sua vinda, em plena concordância com o Filho. Em quarto lugar, vemos a confiança do apóstolo nessa verdade. Ele e seus companheiros a tinham visto. Tinham visto o Filho de Deus em sua vida humana, em suas palavras e obras santas, em sua transfiguração no monte, e em sua morte, ressurreição e subida gloriosa ao céu. Tinham visto o suficiente para saber que ele era o unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Em quinto lugar, vemos o testemunho do apóstolo acerca dessa verdade: “E vimos, e testificamos”. A importância dessa verdade os leva a falar. A salvação do mundo depende dela. Os próprios olhos, ouvidos e mãos deles foram testemunhas disso.

A partir daí, o apóstolo aponta para a grande bênção que vem de confessar corretamente essa verdade: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus” (1 João 4:15). Essa confissão inclui a fé no coração como raiz, a declaração com a boca para a glória de Deus e uma vida que segue abertamente a Cristo, em vez de se render ao aplauso ou à pressão do mundo. Assim, ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo, por meio do testemunho externo e da operação interna do Espírito (1 Coríntios 12:3). Aquele que confessa Cristo dessa forma, e tem Deus habitando nele, é cheio do Espírito de Deus e desfruta de um verdadeiro e bem-aventurado conhecimento de Deus.

O apóstolo então usa essa verdade para despertar o santo amor. O amor de Deus é mostrado e colocado em ação em Cristo Jesus, e assim “conhecemos, e cremos o amor que Deus nos tem” (1 João 4:16). A mensagem cristã existe para tornar o amor de Deus precioso para nós. As verdades em que cremos estão todas ligadas a esse amor. A história de Cristo é a história do amor de Deus por nós. Tudo o que Deus fez em seu Filho e por meio dele manifestou esse amor e teve como objetivo nos conduzir ao amor por Deus. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19).

Disso aprendemos, em primeiro lugar, que Deus é amor (1 João 4:16). Ele é amor em seu próprio ser, um amor sem limites e que ultrapassa toda medida. Ele tem um amor por nós neste mundo que não se compara a nada mais, e o demonstrou enviando e usando o seu Filho amado. Alguns rejeitam a mensagem cristã porque não conseguem entender como o amor de Deus pode ser tão grande a ponto de dar o seu próprio Filho eterno por nós. Outros rejeitam a natureza eterna e a identidade divina do Filho justamente porque uma pessoa tão grandiosa foi entregue por nós. Reconheço que isso é misterioso e vai além de nossa plena compreensão. Contudo, em Cristo há riquezas insondáveis. É algo muito pobre transformar a grandeza do amor divino em motivo para duvidar dele.

Ainda assim, o que Deus não fará quando deseja mostrar a grandeza de um de seus atributos? Quando quer mostrar seu poder e sua sabedoria, ele cria um mundo como este. Quando quer mostrar mais de sua majestade e glória, ele faz o céu para os anjos diante de seu trono. Então, o que não fará quando quer manifestar o seu amor, o seu amor supremo, e exibir esse amor diante do céu, da terra e do inferno? Ele o faz não apenas para um momento de espanto, mas para eterna admiração, louvor, adoração e alegria. Corresponde melhor à grandeza e ao propósito de seu amor dar um Filho eterno por nós do que criar um filho apenas para nos resgatar. Ao entregar por nós e a nós o seu Filho natural e eterno, Deus de fato recomenda o seu amor a nós. O que fará o Deus de amor quando quer tornar seu amor conhecido, à vista de céu, terra e inferno, e apresentar-se a nós como o próprio amor?

E se, no final, se verificar que o amor de Deus, especialmente o seu amor em Cristo, está por trás da glória do céu, da salvação deste mundo e até das penas do inferno? Esse último ponto pode soar muito estranho. Mas e se os perdidos forem castigados porque desprezaram o amor já mostrado a eles, recusaram o amor oferecido e prometido, e se tornaram incapazes de participar do prazer de Deus? Se a própria consciência deles os acusa de terem rejeitado a prova mais clara do amor divino, enquanto a maior parte da criação inteligente de Deus é eternamente bem-aventurada por meio desse mesmo amor supremo, então é adequado dizer, sobre toda a criação: “Deus é amor”.

Em segundo lugar, aquele que permanece em amor permanece em Deus, e Deus nele (1 João 4:16). Há uma profunda comunhão entre o Deus de amor e a alma amorosa, isto é, a pessoa que ama a criação de Deus do modo certo, segundo o lugar que ela ocupa diante de Deus e sua relação com ele. Quem permanece no santo amor tem o amor de Deus derramado em seu coração, traz a marca de Deus em seu espírito, e é santificado e selado pelo Espírito de Deus. Vive meditando no amor de Deus, contemplando-o e experimentando-o. E, em pouco tempo, passará a viver com Deus para sempre.

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